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Sonár SP e Outras Viagens da Mente

maio 16, 2012

Nesse fim de semana rolou o Sonár SP, edição do festival espanhol de música eletrônica experimental/pós-dubstep/som de computador. E essa foi uma experiência que me ajudou a moldar minha opinião sobre música, festa, e pessoas em geral.

Primeiramente, a música. Maravilhosa e surpreendente em sua própria forma, coisa que eu nunca tinha visto nem ouvido antes.

Eu sou do tipo que nunca entendeu música eletrônica, sempre achei um som repetitivo e ficava desajeitada sem saber como dançar. Mas, depois desse festival, eu tive a sensação de que isso mudou na minha cabeça e o eletrônico mostrado daquela forma, nada mais é do que uma expressão do interior de uma pessoa, assim como é a arte, a bossa nova ou rock, vibrações diferentes de auto-expressão. E a partir desse pré-suposto eu comecei a gostar mais de tudo aquilo e me sentir cada vez mais animada com o que ouvia, via e sentia.

Comecei a gostar tanto que fiquei hipnotizada durante uma apresentação em especial. Alva Noto e Ryuichi Sakamoto, uma dupla de um alemão e um japonês, respectivamente, que encantou um público com uma música experimental e pós-moderna. A dupla atraiu 3 mil pessoas para o auditório do Anhembi, o palco SonarHall, e quando começou o show a sala estava em total (ou quase total) silêncio, e assim permaneceu pelo resto do show. Até a atração que tocaria no palco mais próximo atrasou sua entrada para não atrapalhar o som da dupla.


O show foi basicamente um integrante no computador e outro no piano e, a partir disso, rolavam sons que lembravam naves espaciais aterrisando em algum planeta com pegadas clássicas do piano. Coisa que eu defini como música clássica do futuro totalmente bonita e intrigante, sem contar que tinha um telão no fundo do palco com imagens mais viajadas do que as do Windows Media Player quando toca música. Isso me fez pensar em milhões de coisas e também entender que cada pessoa tem uma vibração e uma forma de viver aquilo e todo o resto que aconteceu dentro daquele festival.

As pessoas estavam impecáveis. Nunca vi tanta gente bonita na vida, inclusive o Reynaldo Gianecchini, que assistiu o show do Justice a poucos metros de mim ♥.Meninas e meninos se vestindo de um jeito bem autêntico, confortável e bem diferente de um festival de rock como o Lollapalooza, por exemplo. Lá, eu vi botinhas lindas, jaquetas (principalmente masculinas) de arrasar e muitos óculos de grau à la nerd style, adorei!

Quero mais Sonár na minha vida.

Fotos: Hick Duarte

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